Você já ouviu falar do “correntão”? Esse é o nome popular de uma técnica de desmatamento extremamente destrutiva, usada principalmente no Cerrado brasileiro, que consiste em amarrar uma enorme corrente de ferro entre dois tratores. Juntos, eles avançam por áreas inteiras, derrubando tudo que encontram pela frente: árvores, arbustos, animais — a biodiversidade inteira do bioma vai ao chão.
Essa prática, que pode devastar até dez campos de futebol por dia, representa um verdadeiro extermínio ambiental, e vem sendo usada há décadas para abrir espaço à força para a expansão do agronegócio. As consequências são gravíssimas: morte de animais silvestres, destruição de nascentes e rios, grilagem de terras públicas e ameaças diretas a povos indígenas e comunidades tradicionais.
Diante desse cenário, organizações como a Rede Cerrado, o Observatório do Clima e o FBOMS lançaram esse mês um abaixo-assinado exigindo a aprovação urgente do Projeto de Lei 5.268/2020, que proíbe o uso do correntão e altera o Código Florestal e a Lei de Crimes Ambientais para criminalizar de forma clara essa técnica devastadora.
Apesar de tramitar desde 2020, o PL está parado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, sem qualquer avanço significativo. Enquanto isso, estados como o Mato Grosso mantêm legislações que permitem o uso da técnica, ampliando o desastre.
Enquanto a sociedade civil clama por proteção da vida e do meio ambiente, os interesses econômicos seguem ditando as decisões. Mas até quando vamos deixar que poucos decidam por todos? Até quando o futuro do país estará nas mãos de quem prioriza o lucro à custa da terra e da vida?
Na Revolta da Paz, defendemos que a sociedade brasileira precisa dar um passo além: não basta pressionar o Congresso — é hora de assumir o protagonismo das decisões políticas. Por isso, lutamos pela implementação da democracia direta, onde o povo decide diretamente sobre leis, políticas públicas e questões ambientais como esta.
Imagine um Brasil onde projetos como o PL 5.268/2020 fossem decididos em consulta popular, com voto direto do povo. Você acha que a maioria da população aceitaria a destruição do Cerrado para enriquecer poucos? Nós também não.
Se você acredita que o povo deve ter voz direta nas decisões do país, te convidamos a conhecer e participar do nosso movimento:
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