Após a aprovação do megaprojeto de lei orçamentária de Donald Trump, o mundo voltou os olhos para a dívida pública dos Estados Unidos. A maior potência econômica do planeta, que durante décadas foi considerada o porto seguro dos investidores, começa a dar sinais de fragilidade. O motivo é o aumento expressivo da dívida pública, agravado por pacotes fiscais bilionários e déficits crescentes.
Em maio de 2025, a agência Moody’s retirou dos EUA a nota máxima de crédito que mantinha desde 1917. Uma decisão que mostra que até mesmo a maior economia do mundo pode perder a confiança dos investidores quando o endividamento ultrapassa certos limites. Estima-se que, hoje, o déficit anual americano ultrapasse US$ 2 trilhões e que a relação entre dívida e PIB atinja 134% nos próximos anos. O custo da dívida está crescendo, os juros pagos aumentam, e os mercados estão reagindo — com aumento nas taxas dos títulos do Tesouro e desvalorização do dólar.
Esse cenário deve nos fazer refletir. Porque se até os Estados Unidos, com todo seu poder econômico, começam a perder credibilidade por causa da dívida, o que dizer de países com economias menores, como o Brasil?
E a dívida pública brasileira?
No mês de abril de 2025, a dívida pública federal brasileira ultrapassou R$ 7,6 trilhões. Apenas em um mês, houve um aumento de R$ 108 bilhões, impulsionado principalmente pela alta da taxa Selic, hoje em 15% ao ano. Isso significa que o próprio governo está gastando cada vez mais apenas para pagar os juros da dívida — dinheiro que poderia estar sendo investido em saúde, educação, infraestrutura ou segurança.
O risco é claro: à medida que o endividamento cresce, o Brasil também começa a perder a confiança de investidores. Isso eleva o custo de financiamento, pressiona a inflação, encarece o crédito para empresas e famílias, e trava o crescimento do país. E diferente dos Estados Unidos, o Brasil não tem a vantagem de ser uma potência global com moeda forte e influência sobre o sistema financeiro mundial.
Isso significa que o Brasil está flertando com o mesmo tipo de instabilidade que hoje preocupa os mercados em relação aos Estados Unidos — mas sem os mesmos recursos para lidar com ela. Se não houver uma mudança estrutural, corremos o risco de entrar em um ciclo vicioso: mais dívida, mais juros, menos investimentos produtivos e mais desigualdade.
Uma proposta de solução
No livro A Revolta da Paz, o advogado e escritor Luiz Salies comenta com profundidade sobre os efeitos negativos da dívida pública. Ele analisa como o sistema atual coloca o país inteiro refém de mecanismos financeiros que não favorecem o povo. Para Salies, a dívida pública brasileira precisa ser auditada, repensada e submetida à vontade popular por meio de mecanismos de democracia direta.
Ele defende que decisões fundamentais como o endividamento do Estado devem ser submetidas à consulta popular — através de referendos e plebiscitos —, e não decididas a portas fechadas por representantes que, muitas vezes, estão comprometidos com interesses do mercado e não com o bem-estar da população.
Uma nova forma de fazer política é possível
O Movimento A Revolta da Paz nasceu justamente para difundir essas ideias. Aqui, discutimos soluções reais para os problemas estruturais do Brasil, como a dívida, a desigualdade e a má gestão dos recursos públicos. Acreditamos que é possível construir um país mais justo, participativo e sustentável — mas isso exige uma transformação profunda na forma como as decisões são tomadas.
Se você também acredita que o povo deve ter voz ativa nas grandes escolhas do país, conheça o livro A Revolta da Paz e junte-se ao movimento. É hora de pensar diferente, agir com consciência e lutar por um futuro melhor.
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