Em maio, o governo federal anunciou o aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), como forma de reforçar o caixa e tentar cumprir as metas fiscais. A reação foi imediata: parlamentares, empresários e o mercado criticaram duramente a medida, alertando para os impactos negativos no crédito, no consumo e no crescimento econômico.
A pressão surtiu efeito. O governo anunciou uma desistência parcial do aumento do IOF. No entanto, o recuo foi mais estratégico do que ideológico. Até quando dependeremos desse tipo de jogo?
Em substituição ao aumento do IOF, o governo pretende editar uma medida provisória com novos impostos. A proposta prevê:
Essas novas medidas mostram que o governo mantém a linha de aumentar a carga tributária como principal instrumento de equilíbrio fiscal, ao invés de promover reformas estruturais no Estado.
Enquanto a carga tributária ultrapassa 33% do PIB — uma das maiores entre os países em desenvolvimento — os serviços públicos seguem precários. Saúde, educação, transporte e segurança continuam longe de atender as necessidades da população. Em contrapartida, o Estado permanece inchado, com despesas rígidas, pouca transparência e nenhuma disposição para enfrentar os privilégios de sua própria máquina.
Essa equação é insustentável. O cidadão paga caro e recebe pouco. O setor produtivo é penalizado, o investimento é desestimulado e a competitividade do país afunda.
Não podemos mais aceitar passivamente que decisões políticas sejam tomadas em gabinetes fechados, ignorando os impactos reais na vida das pessoas. É hora de unir vozes, de organizar ideias e de exigir um novo modelo de democracia: direta, participativa e transparente.
A Revolta da Paz é um movimento que acredita na força da consciência coletiva. Queremos um Estado mais justo, enxuto e eficaz, onde o cidadão não seja apenas espectador, mas protagonista das decisões que moldam seu futuro.
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