A Câmara dos Deputados aprovou recentemente um projeto que aumenta o número de parlamentares de 513 para 531. A proposta segue agora para análise do Senado. Mas o que isso realmente significa para o povo brasileiro, além de mais gastos públicos e menos representatividade real?
A regra atual prevê que cada estado tenha entre 8 e 70 deputados, de acordo com sua população. Porém, essa proporção estava desatualizada há anos.
Com base nos novos dados do IBGE, alguns políticos de estados que tiveram crescimento populacional passaram a exigir mais representantes na Câmara. No entanto, estados que perderam população não vão perder cadeiras, o que fere o princípio da proporcionalidade e distorce a representatividade.
Essa manobra preserva privilégios políticos e ignora o espírito da lei: representar o povo de forma justa e equilibrada.
Quem ganha são as mesmas figuras que há décadas se mantêm no poder. Políticos que legislam em causa própria, lobistas, partidos e grupos que se alimentam da velha política.
Esse aumento fortalece um modelo de manutenção de poder que não prioriza o povo, e sim o controle sobre emendas, recursos e acordos internos. Aumenta-se a máquina, sem abrir espaço para renovação ou participação popular.
Mais deputados significam mais gastos públicos. Cada novo parlamentar traz uma estrutura própria: gabinete, assessores, passagens, verbas, auxílios e emendas parlamentares — essas últimas muitas vezes usadas como moeda de troca política, e não para o bem comum.
Ou seja: além de concentrar ainda mais poder nas mãos de poucos, o projeto aumenta o custo da política sem nenhuma garantia de mais qualidade, escuta ou compromisso com a população.
É importante lembrar: mais deputados não significam mais democracia.
O Brasil já tem uma das maiores Câmaras do mundo. Os Estados Unidos, com uma população maior, têm 435 deputados. A Espanha, com menos da metade da nossa população, tem 350.
O que o Brasil precisa não é de mais cadeiras, mas de uma nova forma de fazer política: onde a representação seja legítima, participativa e feita com o povo e para o povo.
Na Revolta da Paz, acreditamos que não adianta trocar peças ou aumentar o tabuleiro. É preciso mudar as regras do jogo.
Queremos abrir espaço para a participação direta da população, democratizar as decisões e romper com um sistema que concentra poder nas mãos de poucos — sempre os mesmos.
Esse projeto de aumento de deputados reforça um modelo viciado, caro e distante da realidade popular. Por isso, nossa luta continua, do lado de quem acredita em um Brasil mais justo e verdadeiramente democrático.
Se você também acredita que o povo deve ser protagonista das decisões do país, venha fazer parte da Revolta da Paz!
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