Juros altos têm sufocado as famílias brasileiras

Juros altos têm sufocado as famílias brasileiras

A taxa Selic, hoje em 15% ao ano, tem sido defendida pelo Banco Central como necessária para controlar a inflação. Mas, na prática, o que esse número significa é muito mais duro: famílias cada vez mais endividadas, inadimplência em alta e pequenos negócios sufocados.

A política de juros altos pode até ser apresentada como técnica, mas seus efeitos são sentidos no dia a dia das pessoas comuns, principalmente da classe média e dos mais pobres.

Endividamento recorde e inadimplência crescente

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a inadimplência no Brasil atingiu em 2025 o maior patamar dos últimos dois anos. O Jornal da USP também mostrou que as famílias estão acumulando dívidas em ritmo acelerado, muitas vezes recorrendo ao cartão de crédito e ao cheque especial, justamente as modalidades mais caras do mercado.

Com juros tão altos, sair da dívida se torna quase impossível. Uma compra parcelada ou um empréstimo que poderia ser uma solução temporária acaba virando uma bola de neve impagável.

O impacto na vida das famílias

Não estamos falando apenas de números: são famílias inteiras que deixam de realizar sonhos básicos, como a compra da casa própria, ou mesmo de conseguir manter as contas em dia. Muitos brasileiros já vivem a realidade de escolher entre pagar o aluguel ou comprar comida.

E isso se reflete também no comércio e nos pequenos empreendedores, que veem o consumo cair e a sobrevivência do próprio negócio ficar ameaçada.

Esse cenário não é novo. Há décadas, os brasileiros convivem com um sistema que privilegia os grandes rentistas e bancos, enquanto a população carrega o peso das dívidas. É exatamente sobre isso que o advogado e escritor Luiz Salies fala em seu livro A Revolta da Paz:

Esse setor dos empréstimos e das dívidas converteu-se numa mina de ouro a céu aberto e com bem poucos donos. Ou se muda isso ou todos irão de crise em crise e de mal a pior; essa assertiva vale tanto para as pessoas como para as nações.”

Essa realidade mostra como as regras atuais estão desenhadas para manter um pequeno grupo de privilegiados sempre no controle, enquanto a maioria luta para sobreviver.

Uma democracia que não escuta o povo

Se juros tão altos afetam diretamente a vida de milhões de pessoas, por que a população não tem voz nessa decisão? Por que apenas um pequeno grupo no Banco Central e na política define os rumos da economia? O modelo de democracia representativa que temos hoje deixa claro: quem sofre as consequências não participa das escolhas.

Se você também se revolta com isso, precisa conhecer o Movimento A Revolta da Paz (MRPaz). Nós defendemos a democracia direta, um modelo em que o povo decide diretamente sobre temas que afetam sua vida — como os juros, o orçamento público e as prioridades da nação.

Somente com uma verdadeira democracia, em que as decisões não fiquem restritas a poucos, poderemos romper esse ciclo de exploração e construir um Brasil mais justo para todos.

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Conheça o Movimento em @movimentoarevoltadapaz.

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