O Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2026 com quase R$5 bilhões destinados ao Fundo Eleitoral. Em um país onde se repete diariamente que “não há dinheiro” para saúde, educação, moradia e infraestrutura, o volume de recursos reservado para campanhas políticas escancara uma distorção profunda no uso do dinheiro público.
Segundo análises do orçamento, R$49,9 bilhões ficam sob controle direto de deputados e senadores, somando Fundo Eleitoral e emendas parlamentares.
Dinheiro público para campanhas, escassez para o povo
O Fundo Eleitoral foi criado sob o argumento de reduzir a influência do poder econômico privado nas eleições. Na prática, o que se construiu foi um sistema em que o dinheiro público passou a sustentar partidos, campanhas e estruturas eleitorais cada vez mais caras, sem que isso tenha resultado em maior representatividade e participação popular.
Enquanto campanhas recebem bilhões, hospitais seguem sem recursos, obras públicas são paralisadas e políticas sociais são constantemente ameaçadas por “ajustes fiscais”. O discurso da escassez só vale para o povo. Para o sistema político, o cofre permanece aberto.
“Controle direto”
A expressão usada nas análises do orçamento não poderia ser mais reveladora. O dinheiro fica sob controle direto de deputados e senadores. Isso significa que bilhões de reais pertencentes à sociedade são administrados por poucos, segundo interesses partidários, eleitorais e estratégicos.
Não há plebiscito. Não há consulta popular. Não há mecanismos reais para que o cidadão comum diga se concorda ou não que seu dinheiro financie campanhas, partidos e estruturas políticas que pouco representam suas necessidades reais.
O livro A Revolta da Paz é direto ao apontar esse desequilíbrio:
“O país está penhorado e não sabe.”
Partidos, privilégios e a blindagem do sistema
Outro ponto a ser destacado é que o Fundo Eleitoral fortalece os grandes partidos, dificulta a renovação política e cria uma espécie de blindagem institucional. Quem já está dentro do sistema recebe mais recursos e mais tempo de exposição.
Ao longo de sua análise, Salies denuncia: os partidos deixam de ser instrumentos de representação popular e passam a funcionar como estruturas de autopreservação, financiadas pelo dinheiro do próprio povo.
O que mudaria com um modelo de participação direta
Em um modelo como a DEMPD (democracia econômica, municipalista, plebiscitária e direta), defendida pelo Movimento A Revolta da Paz, assim como a política, a economia também deve ser democratizada.
Isso significa: a população decidindo diretamente se aceita ou não financiar campanhas políticas; transparência total sobre o uso do orçamento; fim do controle exclusivo de partidos sobre bilhões em recursos públicos Sem esse tipo de ruptura, o sistema seguirá funcionando só para quem já está no topo.
Revoltar-se é se informar e participar
O cidadão é chamado apenas a votar a cada quatro anos e depois fica impotente diante de decisões que impactam sua vida todos os dias. Por isso é necessário romper com a normalização do abuso e buscar um novo modelo de participação real.
Informe-se. Questione. Conheça a proposta da DEMPD e entenda por que a democracia direta é uma necessidade urgente para colocar o poder nas mãos de quem realmente sustenta o país.
Adquira o livro A Revolta da Paz através do site:
https://www.editorasimetria.com.br/livro-a-revolta-da-paz
Conheça o Movimento em @movimentoarevoltadapaz.
Acesse também o nosso grupo VIP no WhatsApp e tenha acesso a conteúdos exclusivos sobre Democracia Direta → GRUPO VIP MRPaz