O relatório "Education at a Glance 2024", divulgado recentemente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), trouxe dados preocupantes sobre o investimento em educação no Brasil. Em 2021, o país gastou menos de um terço do que a média das economias mais desenvolvidas da OCDE.
Especialistas apontam que aumentar os gastos em educação não garante, por si só, uma melhoria na qualidade do ensino. No entanto, afirmam que o Brasil enfrenta um cenário de subfinanciamento, ou seja, há um déficit de recursos que, se bem administrados, poderiam gerar impactos positivos no aprendizado. Para melhorar a qualidade da educação, é necessário não apenas investir mais, mas também garantir uma gestão eficiente dos recursos.
Um exemplo de boa gestão educacional é a Estônia, que se destacou no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) de 2022. O país do leste europeu ficou entre os dez primeiros colocados nas disciplinas avaliadas (Matemática, Leitura e Ciências) e investe cerca de US$ 9,6 mil por aluno, valor inferior à média da OCDE. No entanto, esse investimento ainda é significativamente maior do que o do Brasil, o que reforça a necessidade de aumento e melhor alocação de recursos para o setor educacional brasileiro.
O Brasil ocupa a 21ª posição no ranking de países que mais investem em educação, segundo o relatório da OCDE. No entanto, considerando os altos impostos pagos pela população, esse número poderia ser significativamente melhor. Países como Reino Unido, Suíça e Estados Unidos investem, em média, US$ 12,7 mil por aluno, valor muito superior ao gasto brasileiro.
No livro A Revolta da Paz, Luiz Salies desenvolve a ideia da Democracia Econômica Municipalista Plebiscitária e Direta, um modelo que permite à sociedade participar das decisões sobre a destinação das verbas públicas. Dessa forma, a população poderia contribuir ativamente para a melhoria da educação pública.
Além disso, o conceito de finalidade social do lucro, aliado à limitação da acumulação excessiva de riqueza, ajudaria a direcionar investimentos para tecnologia, infraestrutura e formação de alunos e professores, utilizando-se de recursos que, no momento, não estão ao alcance do povo.
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