Custo da máquina pública: cada parlamentar custa U$ 5 milhões por ano

Custo da máquina pública: cada parlamentar custa U$ 5 milhões por ano

O custo da máquina pública brasileira é um tema que desperta debates intensos, especialmente quando analisamos as cifras associadas aos representantes nos poderes Legislativo e Judiciário. A soma de despesas inclui não apenas salários, mas também aposentadorias, benefícios, segurança, viagens e outras mordomias que fazem parte da rotina institucional.

Os Custos do Judiciário

Cada um dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) representa um custo anual de R$ 60 milhões. Embora seja a instância mais visível e frequentemente discutida do Judiciário, o STF compõe apenas uma pequena parcela de todo o sistema de Justiça brasileiro. Em 2021, o orçamento total do Supremo já somava R$668 milhões, sendo que 74% desse valor foi direcionado ao pagamento de servidores. E esse número só aumentou de lá para cá.

Por outro lado, a maior parte dos recursos do Judiciário está concentrada na Justiça Estadual, que demandou R$57,7 bilhões em 2021. O Tribunal de Justiça de São Paulo é o mais caro entre os tribunais estaduais, com um custo de R$12 bilhões para sustentar seus 65 mil servidores. Logo atrás, vem o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, cujas despesas anuais atingiram R$6,4 bilhões.

O Peso Financeiro dos Deputados e Senadores

De acordo com o orçamento executado pela Câmara dos Deputados, cada um dos 513 deputados federais custou cerca de R$11,3 milhões ao longo do ano. Esse valor, que já chama atenção, é superado pelo custo associado aos 81 senadores: em média, cada um deles representou uma despesa anual de R$ 54 milhões para o contribuinte. Esses montantes abrangem não apenas os salários dos parlamentares, mas também os custos com toda a infraestrutura administrativa necessária para viabilizar suas atividades.

Em termos gerais, a Câmara dos Deputados absorveu R$ 5,8 bilhões do orçamento em 2021, enquanto o Senado Federal demandou R$ 4,4 bilhões. Grande parte dessas despesas está relacionada aos custos de pessoal: 84,5% do orçamento da Câmara e 84% das verbas do Senado foram destinadas ao pagamento de servidores.

O que podemos mudar?

Os altos custos da máquina pública brasileira levantam questões sobre a eficiência na utilização dos recursos públicos e a necessidade de reformas estruturais. O livro A Revolta da Paz questiona a eficiência do modelo da democracia representatividade e sua capacidade de desempenhar o desejo das pessoas e comunidades.

Com a democracia direta, gastos com deputados e senadores seriam economizados e investidos de maneira a beneficiar a população com esses recursos.

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