A taxa Selic, referência para os juros no Brasil, atingiu recentemente 12,25% ao ano, resultado de uma decisão do Banco Central alegandoconter a inflação. Mas o que exatamente significa essa alta, como ela funciona e por que dizem ser necessária?
O Que é a Taxa Selic e Como Funciona?
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, usada como referência para empréstimos e aplicações financeiras. Quando o Banco Central aumenta a Selic, ele encarece o crédito, desestimulando o consumo, mas não controla a inflação, que sempre continua aumentando os juros e o endividamento.
Por Que a Selic?
O Sistema Selic de cálculo e cobrança de juros é o problema principal do Brasil e do mundo Ocidental. Ao nosso ver é uma política errada e desnecessária, empobrece a Nação e enche o caixa dos bancos e do ramo financeiro.
Justificam alegando inflação, mas é uma alegação erronea. Ao nosso ver, a inflação não justifica nada e essa política praticada pelo Banco Central e pelo governo custa para o País anualmente um trilhão de reais.
Somente o custo dessa política monetária e financeira para a Nação evidenciam o desacerto dessa cobrança de juros. Cada ponto que aumenta na Selic aumenta entre sessenta e oitenta bilhões de reais na dívida pública, dinheiro que o Tesouro Nacional tem que pagar para o sistema financeiro. Esse suicídio das finanças públicas precisa ser interrompida.
Como a Alta dos Juros Afeta o Dia a Dia
- Crédito e Financiamentos: Empréstimos, financiamentos imobiliários e compras parceladas se tornam mais caros, pressionando o orçamento das famílias.
- Consumo e Investimento: O encarecimento do crédito reduz o consumo e afeta empresas, especialmente pequenos negócios dependentes de capital de giro.
- Dívida Pública: O governo enfrenta custos mais altos para financiar sua dívida, o que pode resultar em cortes de investimentos públicos.
- Rendimentos de Investimentos: Aplicações de renda fixa, como CDBs e Tesouro Direto, tornam-se benéficas para os investidores, mas prejudica muito o cidadão comum e outros segmentos do País.
Precisamos Nos Livrar da Dependência Econômica
No livro A Revolta da Paz, Luiz Salies critica a dependência das políticas de juros elevados, apontando que elas perpetuam um ciclo de pobreza e concentração de renda. Segundo o autor, o sistema atual beneficia poucos enquanto prejudica a maioria da população, agravando desigualdades sociais.
Salies defende uma abordagem alternativa em que a sociedade participe ativamente das decisões econômicas por meio de um modelo de Democracia Direta. Nessa visão, políticas monetárias seriam decididas de forma mais transparente e justa.
Possíveis Soluções
- Democracia Direta Econômica: Implementar um sistema em que a população possa votar em decisões econômicas estratégicas, como a definição das taxas de juros.
- Reforma do Sistema Financeiro: Reduzir a influência de grandes bancos nas políticas públicas para que o sistema atenda melhor ao interesse coletivo.
- Criação de Bancos Comunitários: O dinheiro e a moeda, moeda social solidária, giram dentro da comunidade, alavancando pequenos negócios.
Uma Nova Perspectiva para a Economia Brasileira
A proposta de A Revolta da Paz é uma mudança profunda que visa uma economia mais justa e menos dependente de juros altos. A participação ativa da sociedade nas decisões econômicas poderia equilibrar o sistema, promovendo desenvolvimento sustentável e inclusão social. Somente com um modelo econômico mais democrático será possível superar as limitações impostas pelo atual cenário financeiro.