No dia 11 de fevereiro, a Transparência Internacional — Brasil divulgou os resultados do Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2024. O Brasil registrou 34 pontos e ficou na 107ª posição entre os 180 países avaliados. Esse é o pior resultado da série histórica, representando uma queda significativa em relação aos anos anteriores.
O IPC é o principal indicador global sobre corrupção e é publicado anualmente pela Transparência Internacional desde 1995. Ele agrega dados de diversas fontes que captam a percepção de acadêmicos, empresários e especialistas sobre a corrupção no setor público de cada país.
Para a nota do Brasil em 2024, foram utilizadas oito fontes de informação, entre elas o World Economic Forum EOS, o World Justice Project Rule of Law Index e o IMD World Competitiveness Yearbook. O resultado aponta que o Brasil caiu nove pontos e perdeu 38 posições em comparação com seu melhor desempenho na série histórica, registrado em 2012 e 2014.
Atualmente, o Brasil encontra-se na mesma posição que Argélia, Malauí, Nepal, Níger, Tailândia e Turquia, demonstrando um retrocesso significativo no combate à corrupção.
A corrupção é um fenômeno difícil de medir diretamente, pois faltam estatísticas oficiais confiáveis e há variações nos sistemas jurídicos e administrativos entre países. Além disso, enquanto algumas formas de corrupção, como o suborno, podem ser quantificadas por meio de pesquisas, outras são mais difíceis de detectar.
O IPC utiliza a percepção de especialistas para fornecer um panorama global da corrupção no setor público. A série histórica permite comparar os avanços (ou retrocessos) dos países ao longo dos anos e avaliar o impacto das políticas anticorrupção adotadas.
Os países mais bem posicionados no IPC 2024 foram Dinamarca (90 pontos), Finlândia (88), Cingapura (84) e Nova Zelândia (83). No outro extremo, os piores colocados foram Sudão do Sul (8 pontos), Somália (9), Venezuela (10) e Síria (12).
O Brasil ficou abaixo da média das Américas (42 pontos) e da média global (43 pontos). Entre os países do G20, o Brasil ocupou a 16ª posição, superando apenas México e Rússia.
O resultado do IPC 2024 acende um alerta sobre a necessidade de reforçar mecanismos de controle e promover maior transparência para combater a corrupção no Brasil e suas consequências em diversas áreas, incluindo o meio ambiente.
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