Em abril de 2023, o Brasil deu um passo importante na luta contra a violência de gênero com a sanção da Lei 14.542, que reserva 10% das vagas do Sistema Nacional de Emprego (Sine) para mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta parece simples e eficaz: garantir emprego e autonomia financeira para que essas mulheres possam romper com o ciclo de violência.
Mas passados dois anos, a realidade é outra. A lei não saiu do papel.
O Ministério do Trabalho alega que a implementação depende de “medidas específicas”, como a integração de bancos de dados e a padronização dos processos entre os estados e municípios. Enquanto isso, milhares de mulheres continuam sem acesso a oportunidades de trabalho, vivendo em abrigos com seus filhos, sem renda e sem perspectivas.
É o Estado dizendo: “nós reconhecemos sua dor, mas agora espere”. E esse tempo de espera pode custar vidas.
Violência além dos números
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de um terço das brasileiras sofreram agressões no último ano. Em mais da metade dos casos, os ataques aconteceram dentro de casa. Isso não é apenas estatística. São histórias de dor, silenciamento e abandono.
A autonomia financeira é apontada por especialistas como um dos principais fatores para que a mulher consiga sair da relação abusiva. E se a lei já existe para facilitar esse processo, por que ela ainda não funciona?
O papel do povo organizado
No Movimento A Revolta da Paz, acreditamos que a paz só é possível com justiça social e democracia direta. Não basta sancionar leis, é preciso garantir que elas funcionem. É por isso que denunciamos o descaso com a Lei 14.542 e nos unimos para exigir sua efetivação imediata.
Se o governo demora, nós, o povo, precisamos acelerar a mudança com pressão popular, organização de base e solidariedade real.
Participe da transformação!
Você quer um Brasil em que mulheres não precisem escolher entre a violência e a miséria? Então venha com a gente!
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Vamos juntos lutar por um país onde leis boas não fiquem esquecidas nas gavetas, mas se transformem em ações concretas. A paz que queremos não espera.