A Dívida Pública que escraviza o Brasil

A Dívida Pública que escraviza o Brasil

O novo relatório do Tesouro Nacional revelou que a Dívida Pública Federal atingiu R$ 8,14 trilhões em agosto de 2025. O número é impressionante e, embora o governo afirme que está “dentro do previsto”, a verdade é que esse montante representa um peso enorme sobre a economia e sobre cada brasileiro.

Segundo o próprio Tesouro, o valor deve encerrar o ano entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões. Na prática, isso significa mais recursos desviados de áreas essenciais para o pagamento de juros e amortizações que beneficiam poucos.

Juros altos e o sufoco no orçamento público

Enquanto as famílias enfrentam juros altíssimos nos cartões e financiamentos, o governo também se vê refém dos mesmos mecanismos. De acordo com dados da Auditoria Cidadã da Dívida, até junho de 2025, 53,4% de todo o orçamento federal foi destinado ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública. Mais da metade de tudo o que o país arrecada vai direto para os credores, principalmente bancos e investidores, enquanto sobra pouco para saúde, educação, moradia ou segurança.

Isso explica por que escolas seguem sucateadas, hospitais superlotados e políticas sociais são constantemente cortadas. O orçamento nacional é drenado por um sistema financeiro que lucra com o endividamento do próprio Estado.

Lucros recordes: o outro lado da crise

Enquanto o país se endivida, o sistema bancário vive o seu melhor momento.
O Itaú registrou o maior lucro da história, com R$ 41,8 bilhões em ganhos, seguido por Bradesco e Santander, que somaram R$ 74,8 bilhões no mesmo período, segundo dados divulgados pela CSP-Conlutas. Esses números revelam a verdadeira face da crise: quanto mais o povo se endivida e o governo paga juros, mais os bancos lucram.

Essa relação perversa é o que o livro A Revolta da Paz, de Luiz Salies, chama de “escravidão financeira moderna”. Segundo o autor, o sistema da dívida é um mecanismo silencioso de transferência de riqueza, onde o trabalho de milhões sustenta o privilégio de poucos.

Poucos brasileiros compreendem o que é, de fato, a dívida pública. As decisões sobre novos empréstimos, taxas de juros e emissão de títulos acontecem entre políticos e banqueiros, longe dos olhos da população. O resultado é sentido no dia a dia: impostos mais altos e serviços públicos precários.

O Movimento A Revolta da Paz defende uma transformação profunda

A auditoria completa e transparente da dívida pública, com participação popular é o primeiro passo para libertar o país da dependência dos grandes bancos e devolver ao povo o poder sobre o próprio destino.

Mais do que uma questão econômica, trata-se de justiça social e soberania popular.
Com a democracia direta, as decisões sobre o uso do dinheiro público serviriam ao interesse coletivo, e não aos privilégios de uma minoria.

Se você também se revolta ao ver o Brasil gastar mais com juros do que com educação e saúde juntas, precisa conhecer o Movimento A Revolta da Paz e descobrir as soluções que podem libertar o Brasil da dívida e construir um futuro mais justo para todos.

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